Gerenciamento de Riscos
A Política de Gestão de Riscos do Poder Executivo do Município de Curitiba, publicada por meio do Decreto Municipal nº 13, de 5 de janeiro de 2024, estabelece os objetivos, os princípios, as diretrizes e as responsabilidades da gestão de riscos, para orientar os responsáveis pela gestão de riscos dos órgãos e entidades da administração municipal, incorporando-a ao processo de tomada de decisões em todos os níveis organizacionais da administração, em conformidade com as melhores práticas de governança.
Ela apresenta, ainda, a estrutura de gestão de riscos alinhada aos preceitos da Nova Lei de Licitações e Contratos, Lei Federal nº 14.133, de 2021.
O Manual de Gerenciamento de Riscos em Sete Passos apresenta as etapas essenciais para um gerenciamento de riscos eficiente, e orientações para identificar, avaliar e tratar riscos nos processos e atividades de responsabilidade de cada órgão ou entidade, de forma sistemática, utilizando para isso as melhores informações disponíveis. Além disso, é importante em qualquer organização, pública ou privada, projeto ou atividade, pois permite que os riscos sejam identificados, avaliados e tratados de forma adequada, reduzindo a possibilidade de problemas e maximizando as chances de sucesso.
Para isso a Política de Gestão de Riscos do Município de Curitiba apresenta os 7 passos essenciais para um gerenciamento de riscos eficiente, detalhados no Manual de Gerenciamento de Riscos.
Identificar Riscos
Nesta etapa, é importante identificar todos os riscos que podem afetar o projeto ou a organização. Isso pode ser feito através de análises de documentos, entrevistas com as partes interessadas e outras técnicas de coleta de informações.
Analisar Riscos
Após a identificação dos riscos, é importante analisá-los para entender suas causas e consequências.
Isso pode ser feito através de análises qualitativas e/ou quantitativas, dependendo da complexidade dos riscos identificados.
Avaliar Riscos
Com base na análise dos riscos, é possível avaliar sua probabilidade de ocorrência e impacto no projeto ou organização. Isso permite priorizar os riscos e definir estratégias de tratamento para cada um deles.
Além disso, é necessário levar em consideração a Relação dos Riscos de Controle e do Nível de Confiança dos controles existentes e a Classificação do Nível de Risco
Aceitação
Quando o risco é considerado aceitável, pode-se optar por não realizar qualquer ação. No entanto, é importante documentar essa decisão.
Transferência
A transferência de riscos pode ser feita através de seguros, contratos ou outras formas de transferência de responsabilidade.
Mitigação
A mitigação de riscos envolve a implementação de medidas para reduzir a probabilidade ou o impacto do risco.
Essas medidas podem incluir controles de segurança, redundância de sistemas ou treinamento de funcionários.
Eliminação
A eliminação de riscos envolve a remoção da fonte do risco.
Esta opção nem sempre é viável, visto que é feita através da interrupção de uma atividade ou da desistência de executar determinado projeto ou ação, considerados inicialmente para compor determinado plano da organização ou entidade.
Monitoramento
Após o tratamento dos riscos, é importante monitorar as ações definidas para garantir que estão sendo efetivas e que não houve mudanças no contexto que possam afetar o gerenciamento de riscos.
O monitoramento deve ser contínuo e envolver a revisão periódica dos planos de ação e a análise de indicadores de desempenho relacionados aos objetivos e resultados definidos.
Comunicação e Relato
A comunicação e o relato dos riscos é fundamental para o sucesso de seu gerenciamento.
É importante comunicar de forma clara e objetiva os riscos identificados, as respostas planejadas e os resultados obtidos, para garantir que as informações sejam compreendidas por todas as partes interessadas.
É importante também definir os canais de comunicação e os responsáveis por cada etapa do processo, bem como estabelecer o ciclo e os prazos para a realização das atividades relacionadas ao processo de gerenciamento de riscos.